Voar é um desejo que começa em criança!

domingo, 23 de abril de 2017

Especial de Domingo

Nos domingos de abril de 2017, nossas publicações brindam aos 90 anos da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Hoje, selecionamos do jornal Comércio do Jahu a notícia sobre a Semana João Ribeiro de Barros que acontece a partir de amanhã (24/4/2017), na cidade natal do aviador que idealizou e comandou a travessia.
Boa leitura.
Bom domingo!

Chiko Bronze/Comércio do Jahu

João Ribeiro de Barros ganha semana
Da redação - Comércio do Jahu - 23/abril/2017
Fotos: Beatriz Zambonato Santos

Programação começa amanhã e segue até sábado, com exibição de documentário

Sala resgata feito de João Ribeiro de Barros
Fotos: BEATRIZ ZAMBONATO SANTOS/JAN.2017

A Secretaria de Cultura e Turismo promove de amanhã até sábado a Semana João Ribeiro de Barros para celebrar os 90 anos da travessia do Hidroavião Jahú. Toda a programação é gratuita.

“Em 1927, o Hidroavião Jahú se tornava a primeira aeronave do planeta a atravessar o Atlântico Sul  *(sobre esta frase, vide observação ao final do texto). Em homenagem ao aviador jauense que foi o maior responsável pela travessia e se imortalizou como um herói nacional, a Secretaria de Cultura promove nesse período a primeira Semana João Ribeiro de Barros", fala a secretária de Cultura e Turismo de Jaú, Cléo Furquim, por meio de nota do Departamento de Comunicação.

Ela afirma que o feito de João Ribeiro "é imensurável para Jaú, para o Brasil e para a aviação mundial. Temos buscado resgatar o orgulho de sermos compatriotas desse grande aviador por meio de uma programação diversificada, que vai envolver vários setores da sociedade".

A programação começa com cerimônia de abertura da exposição dedicada ao aviador amanhã, às 19h30, no Museu Municipal José Raphael Toscano.

O acervo conta com medalhas pessoais de João Ribeiro de Barros e um pedaço de madeira e um fragmento da lona original do Hidroavião Jahu gentilmente cedidos pelo professor de história Marcus Carmo.

Na terça e na quarta-feira, haverá exibição de documentário produzido pela TV Câmara sobre a travessia.

A primeira sessão, na terça-feira, ocorre às 19h30, no cine municipal; já a exibição na quarta será realizada na galeria de artes da Casa da Cultura, na Rua Tenente Lopes, 350.

Escolas
Comandante João Ribeiro de Barros

A programação também integra os alunos da rede municipal de ensino.

Na quinta-feira, às 19h30, no auditório do Complexo Integrado para o Desenvolvimento Educacional (Cide) Prefeito Waldemar Bauab serão apresentados trabalhos produzidos por estudantes sobre João Ribeiro de Barros.

Os trabalhos são resultado de workshop sobre a vida do aviador jauense, ministrado pelo diretor do museu de Jaú, Fábio Grossi dos Santos.

Após a atividade, os alunos foram incentivados a desenvolver ações em cinco categorias - redação, poesia, paródia musical, criação de maquetes e artes plásticas - e o melhor trabalho de cada segmento será escolhido por uma comissão julgadora durante a apresentação no auditório do Cide.

A premiação dos vencedores será na sexta-feira, data em que o Hidroavião Jahú desembarcou no Brasil, depois da travessia.

O evento ocorre na Praça Siqueira Campos, às 19h, e além da condecoração dos estudantes, serão exibidas imagens históricas do aviador.

Ainda haverá um bate-papo com "João Ribeiro de Barros", encenado por Marcus Carmo, que estará trajado como o aviador.

Encerrando a programação da Semana "João Ribeiro de Barros", a Casa da Cultura recebe exposição do Grupo de Plastimodelismos de Marília (GPM), em comemoração ao feito histórico de João Ribeiro de Barros.

O público poderá observar a beleza das pequenas aeronaves no dia 29 de abril (sábado), das 10h às 16h.


(*) Observação do Blog do NINJA: Sobre a frase do texto acima que marcamos com asterisco é preciso lembrar que a primeira travessia aérea do Atlântico Sul foi realizada pelos portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, no contexto das comemorações do primeiro centenário da Independência do Brasil. Ocorre que, no percurso, por avarias, utilizaram três hidroaviões batizados de Lusitânia, Pátria e Santa Cruz. Já a travessia do Atlântico Sul pelo Jahú é considerada a primeira com equipe genuinamente brasileira e realizada valendo-se de uma única aeronave. Assim, de fato, ela foi a primeira aeronave a fazer a travessia completa do Atlântico Sul. Lembrando, ainda, que a travessia do Jahú foi concluída 23 dias antes daquela realizada pelo americano Charles Lindenberg com o avião batizado "The Spirit of Saint Louis". Assim, pode-se considerar, também, que o primeiro voo transatlântico por aviadores das Américas foi o dos brasileiros que voaram no Jahú, sob o comando de João Ribeiro de Barros, já que os pioneiros da travessia do Oceano Atlântico (ao norte) sem escalas foram os britânicos John Alcock e Arthur Brown, em junho de 1919.

Saiba mais: Blog do NINJA de 2/4/17, 9/4/17 e 16/4/17.

sábado, 22 de abril de 2017

Datas Especiais

Dia da Aviação de Caça: 22 de abril
O Dia da Aviação de Caça, 22 de abril, é celebrado pelo fato de que nessa data, em 1945, o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA) realizou o maior número de missões durante a II Guerra Mundial na Itália: 44 missões que resultaram na destruição de mais de 100 alvos.

Veja, no videoclipe, produzido pela FAB, imagens de diversas operações realizadas pela Aviação de Caça, que tem a missão de realizar a defesa aérea do País. Atualmente são empregadas as aeronaves A-29, A-1 e F-5. Nos próximos anos, a aeronave Gripen NG será o principal vetor de caça do País.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Museus

Em Recife, é reaberto o Museu de Aeronáutica
O Museu de Aeronáutica de Recife (PE) reabriu as portas para visitação em novo endereço: no prédio do antigo Parque de Material Aeronáutico (PAMA-RF). As novas instalações ocupam área de 222 metros quadrados, com 10 salas distribuídas em três andares e estacionamento para 180 carros. Único espaço cultural da Força Aérea Brasileira na Região Nordeste, o Museu incentiva a pesquisa, a preservação e a divulgação da cultura aeronáutica desde 1995. O acervo é composto por miniaturas de aeronaves, fotografias, notícias, objetos pessoais de importantes figuras da história da aviação brasileira, como o Brigadeiro Eduardo Gomes, além de diversas peças aeronáuticas. A história mais recente do Segundo Comando Aéreo Regional (COMAR II) ganhou uma sala exclusiva. O Chefe do Museu, Coronel Aviador Fernando da Cunha Machado, afirma que “o espaço cultural é indispensável à divulgação da memória da aviação na região Nordeste”.

Visitação
A visita ao Museu de Aeronáutica de Recife é de segunda a quinta, das 8h às 12h e das 13h30 às 17h. Visitas guiadas podem ser agendadas: (81) 3461-7698/ 3461-7697 ou musaer.rf@gmail.com. O endereço é Av. Maria Irene, S/N - Bairro Jordão, Recife – (PE), entrada principal da Ala 15, antiga Base Aérea de Recife.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Concurso para a EPCAR

FAB tem 180 vagas para jovens com Ensino Fundamental

Inscrições até 9 de maio

Estão abertas até o dia 9 de maio de 2017 as inscrições para o Exame de Admissão ao Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR 2018). A Força Aérea Brasileira abriu 180 vagas e podem concorrer candidatos de ambos os sexos que tenham concluído o Ensino Fundamental. São 160 vagas para candidatos do sexo masculino e 20 para candidatas do sexo feminino. A taxa de inscrição é R$ 60,00. Segundo o edital, o candidato não pode ter menos de 14 anos nem completar 19 anos até 31 de dezembro de 2018.



Provas
As provas escritas (língua portuguesa, matemática, língua inglesa e redação) serão aplicadas no dia 9 de julho de 2017, nas cidades relacionadas na instrução específica do certame. Se aprovado, o candidato passará ainda pelas seguintes etapas eliminatórias: inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental. O CPCAR tem duração de três anos. Equivalente ao Ensino Médio somado a instruções militares, o curso é ministrado na Escola Preparatória de Cadetes do Ar, em Barbacena (MG). Com o diploma, o aluno poderá concorrer às vagas previstas para o primeiro ano do Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga (SP).

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Navegação Aérea

Atualização de cartas argentinas tem apoio do DECEA
Um grupo de militares da Força Aérea Brasileira, do efetivo do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo, até junho de 2017, auxiliará a Argentina na atualização de procedimentos de navegação aérea e reestruturação do espaço aéreo, por meio da elaboração de procedimentos de navegação aérea baseada em performance (PBN - Performance Based Navigation). Este conceito reúne novos procedimentos que redesenham as trajetórias de voo para que sejam mais curtas e diretas. A cooperação prevê a confecção de cerca de 60 cartas aeronáuticas de procedimentos de voo por instrumentos para diversos aeródromos, incluindo as usadas em aeroportos mais movimentados, como Ezeiza e Aeroparque. A equipe brasileira, lotada no Instituto de Cartografia Aeronáutica (ICA), órgão do DECEA, é composta por elaboradores de procedimentos e cartógrafos. O trabalho de cooperação com os brasileiros é um pedido da Empresa Argentina de Navegação Aérea (EANA).

PBN no Brasil
No Brasil, a elaboração de cartas PBN se iniciou em 2009. Este tipo de navegação já funciona nas regiões de informação de voo (FIR) de Brasília, Recife, Belo Horizonte e no eixo Rio – São Paulo. Atualmente, o ICA trabalha em sua implementação na região Sul do país. O cronograma prevê ainda a implantação nas regiões Norte e Nordeste, com maior dimensão territorial, mas com menor fluxo de voo. Aqui, o PBN é um dos projetos do Programa Sirius, que tem o gerenciamento do tráfego aéreo baseado em satélites e comunicação digital. Ao lado de Estados Unidos, Europa e Japão, o Brasil integra o grupo que está mais avançado na implantação do sistema.

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 18 de abril de 2017

Aviação do Exército

EB testa conexão de comunicação tática com a FAB
Um passo para a integração das Forças Armadas em operações conjuntas foi dado pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE). Testes realizados em março de 2017 avaliaram, com êxito, a possibilidade de inserção dos helicópteros EC-725 do Exército Brasileiro (EB) no Sistema de Comunicação Segura da Força Aérea Brasileira, o Sistema Link BR-1. "Com o resultado destes testes, a FAB e o EB programam o próximo passo, ou seja, a inclusão de toda a frota de EC 725 do EB no sistema Link BR-1", explica o Chefe da Divisão de Comunicações e Sistema de Informações do COMAE, Capitão de Mar e Guerra Mauro Olivé Ferreira. Após este processo com o Exército, há coordenações em andamento com a Marinha do Brasil para a integração também de seus vetores, de forma a termos uma completa integração de comunicação segura entre as três Forças nas operações aéreas conjuntas. O Link BR-1 é um sistema de Comunicação por Voz e Dados com possibilidade de transmissão criptografada e/ou em salto de frequências. Possibilita a comunicação segura entre vetores aéreos e entre estes vetores e Centros de Operações Militares, por meio de Estações de Solo (DLRS). Para a avaliação, o Exército Brasileiro enviou à Ala 1, sediada em Brasília (DF), um helicóptero EC-725. Após a configuração dos rádios V/UHF da aeronave pela equipe do COMAE com algoritmo e chaves de criptografia, foram realizados testes em solo e em voo, com o apoio de uma aeronave do Esquadrão Arara.

Fonte: Agência Força Aérea

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Comércio de aviões

Embraer entrega 33 jatos no 1º trimestre de 2017
A Embraer informou que, no primeiro trimestre de 2017, entregou 18 aeronaves comerciais e 15 para aviação executiva, dos quais são 11 jatos leves e quatro, jatos grandes. Em relação ao mesmo período de 2016, as entregas da aviação comercial caíram 14,2% e as da aviação executiva recuaram 34,8%, com destaque para a queda nas entregas de jatos executivos grandes. A carteira de pedidos firmes a entregar da companhia encerrou março em US$ 19,2 bilhões, recuo de 12,3% na comparação anual. A carteira de pedidos firmes, no entanto, subiu 2,6%, para 1.749 aeronaves comerciais.

domingo, 16 de abril de 2017

Especial de Domingo

Nos domingos de abril de 2017, nossas publicações brindam aos 90 anos da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Hoje, selecionamos informações sobre o restauro do Jahú, promovido pela empresa Helipark, no período de abril de 2004 a outubro de 2007.
Boa leitura.
Bom domingo!

Chiko Bronze/Comércio do Jahu

Conheça o Hidroavião Jahú restaurado
Foi a paixão pela aviação e a admiração pelos mestres que cruzam e cruzaram os nossos céus, que levaram o Helipark a assumir um grande desafio: restaurar o hidroavião Jahú, primeiro avião a cruzar o Atlântico pilotado por um brasileiro, em 1927, e único “sobrevivente” mundial entre as 170 unidades produzidas na Itália durante a década de 20.

A história desta epopeia do Cmte. João Ribeiro de Barros e os diferentes paradeiros deste patrimônio histórico sempre interessaram à presidência e à diretoria da empresa. Mas, foi em 2003 que os destinos do Jahú e do Helipark se cruzaram de verdade. O Jahú estava no hangar da Polícia Militar, no Campo de Marte (SP), e após tantos anos de idas e vindas, e alguns poucos reparos mal-sucedidos para reduzir a quantidade de cupins e mantê-lo de pé, o “pássaro de fogo” – como era chamado na época – gritava por socorro. O grito foi ouvido inicialmente pelo Diretor Técnico do Helipark que, sensibilizado pelo estado da aeronave, reuniu presidência e diretoria com uma ideia: vamos retornar o Jahú às condições originais. Foi o suficiente, nem foi preciso insistir.

O que parecia ser bastante complicado, tanto do ponto de vista técnico quanto burocrático, se transformou num sonho, e a partir daí parecia fácil. O Jahú é um patrimônio público, tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo) e tem como fiel detentor a FSD (Fundação Santos Dumont). Portanto, a partir daí, foi necessária uma longa jornada em busca de inúmeras autorizações para trazer o Jahú aos hangares do Helipark, o que ocorreu em abril de 2004. Com o acordo firmado entre todas as partes interessadas (Ministério da Aeronáutica – IV Comar, FSD e Condephaat), em outubro de 2004, pôde-se começar a pensar na parte técnica do restauro. O caminho inicial incluiu uma longa pesquisa, no intuito de encontrar os materiais originais que garantiriam a fidelidade do restauro. Os itens não encontrados no mercado precisaram ser desenvolvidos para o avião, como os pregos de cobre utilizados em toda a sua extensão.

O desafio demandou a compra de equipamentos e montagem de uma oficina especialmente para o restauro. O trabalho começou com o retorno do avião à situação original, retirando de seu casco pedaços de madeira e outros materiais inadequados, que foram instalados em reparos anteriores. Da mesma forma, um longo período de avaliação foi necessário até a descoberta da cor exata do avião, que durante muito tempo foi exposto em um tom mais escuro do que o original. O trabalho envolveu grande parte da equipe de colaboradores do Helipark, além de dois voluntários e o apoio de algumas empresas. A Aeronáutica Italiana também demonstrou interesse no restauro do Jahú, e prometeu contribuir com a parte traseira do avião. Em setembro de 2005, a Itália enviou ao Brasil um avião para transporte do estabilizador horizontal, o profundor e os dois montantes do estabilizador traseiro, para avaliação e recuperação pelos técnicos italianos. No entanto, até o término do restauro completo do Jahú pelo Helipark, estas peças ainda não haviam retornado, e a empresa produziu réplicas idênticas para exposição.

O trabalho realizado no Jahú foi motivo de homenagens à equipe Helipark. O Presidente da empresa foi outorgado com a Medalha Mérito Santos-Dumont, pelo Ministério da Defesa, e também recebeu a comenda da Legião do Mérito da Academia Brasileira de Engenharia Militar, no grau de “Alta Distinção”. A Câmara Municipal de Jaú outorgou a medalha João Ribeiro de Barros ao Presidente, a Vice Presidente ao Diretor Técnico da empresa. O time que trabalhou diretamente no restauro também recebeu, do Ministério da Defesa, a Medalha Bartolomeu de Gusmão. Assim como a viagem de João Ribeiro de Barros, o restauro do Jahú não teve qualquer apoio financeiro do poder público. Após 3 anos e meio e mais de 12 mil horas de trabalho, o Helipark concluiu sua missão, e entregou um novo Jahú à população brasileira. Hoje, ele não pode voar, mas pode continuar contando a sua história… uma história de sonho que se transformou em realidade.

Atualmente, o Jahú está no Museu Asas de Um Sonho, em São Carlos (SP), mas sem possibilidade de visitação, dada a interrupção do funcionamento do Museu.

Fonte: Helipark

Saiba mais: Blog do NINJA de 2/4/17 e 9/4/17

sábado, 15 de abril de 2017

GRIPEN

Rio de Janeiro conhece novo avião de caça da FAB
Réplica do Gripen NG
ficará exposta até 23 de abril no VillageMall Shopping

Os moradores da cidade do Rio de Janeiro (RJ) terão a oportunidade de conhecer a réplica do Gripen NG, a nova aeronave de caça da Força Aérea Brasileira (FAB). O avião, em tamanho real, ficará exposto de 13 a 23 de abril no VillageMall Shopping. Os visitantes poderão acessar o cockpit da aeronave e apreciar uma exposição sobre a Aviação de Caça, composta de painéis que apresentam todas as aeronaves de caça que a FAB já empregou, desde a sua criação. Entre elas o P-47 Thunderbolt, F-80, Mirage III, F-5, entre outras. Também está prevista a apresentação da Banda de Música da Ala 12. Pilotos de caça estarão no local para interagir com o público e contar suas experiências profissionais. “Por meio da exposição podemos saber um pouco mais sobre tecnologia e aviação, ou seja, temas que aguçam a curiosidade e, ao mesmo tempo, incentivam as crianças a conhecer e ingressar na carreira militar”, afirma o curador da exposição, Marco Costta.

Sobre o caça
O Gripen NG, da fabricante sueca Saab, é um caça de última geração que atenderá às necessidades operacionais da Força Aérea Brasileira (FAB) para os próximos 30 anos. A compra de 36 aeronaves, anunciada no final de 2013, faz parte do Projeto FX-2 do Programa de Articulação e Equipamento da Defesa. Os caças farão parte do sistema de defesa aérea do país.

Serviço: Exposição da réplica da aeronave Gripen NG

Período: 13 a 23 de abril de 2017
Local: VillageMall Shopping
(Avenida das Américas, 3.900, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro – RJ)
Horário: 11h30 às 21h30 de segunda a sábado
Domingo: das 13h às 20h
Entrada: Visitação gratuita

sexta-feira, 14 de abril de 2017

KC-390

Embraer poderá ter avião de 200 passageiros derivado do KC-390
A Embraer estuda fazer um avião para até 200 passageiros derivado do cargueiro KC-390. Seria o avião com maior capacidade de passageiros da empresa. A informação é do diretor do programa KC-390 na Embraer, Paulo Gastão Silva, divulgada pelo site Carta Campinas. Atualmente, o maior projeto de transporte de pessoas da Embraer é o jato E195-E2. Tem capacidade para 130 passageiros. Apesar de mais curto do que o projeto E195-E2, o KC-390 poderá derivar um projeto mais largo e com capacidade em torno de 200 passageiros.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Cultura Aeronáutica

ICEA terá avião Bandeirante do GEIV como monumento
Uma aeronave Bandeirante, já desativada e que pertenceu ao GEIV, será instalada como monumento em frente ao ICEA, em São José dos Campos (SP). As duas organizações fazem parte da estrutura do DECEA – Departamento de Controle do Espaço Aéreo. O aparelho está provisoriamente estacionado no pátio do instituto, enquanto aguarda sua instalação definitiva como marco da cultura aeronáutica brasileira. Será a primeira aeronave-monumento no campus do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, onde exemplares de foguetes e sondas já marcam algumas de suas referências nas vias de circulação.

Bandeirante
O Bandeirante foi o avião responsável pela implantação da moderna indústria aeronáutica brasileira. O projeto nasceu no DCTA e teve os primeiros protótipos produzidos no hangar X-10. Depois de seu primeiro voo, em 22 de outubro de 1968, para a sua produção em série e ser um sucesso internacional de vendas, foi criada a Embraer, hoje a terceira maior fabricante de aviões do mundo. O Bandeirante Embraer 110, denominado C95 na Força Aérea Brasileira, foi produzido entre 1973 e 1991, para versões de 15 a 21 passageiros. Foram fabricadas 498 unidades.

GEIV
O GEIV – Grupo Especial de Inspeção em Voo, sediado no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, tem a missão de inspecionar regularmente os auxílios eletrônicos à navegação aérea e sistemas elétricos de apoio à aproximação e pouso, a fim de garantir as operações seguras dos aviões circulando no espaço aéreo brasileiro, em todas as fases do voo. Para cumprimento se sua missão o GEIV emprega aeronaves-laboratório. O Bandeirante, com a denominação IC-95, foi uma dessas aeronaves. Atualmente o GEIV opera - além do Bandeirante - com jatos Legacy 500 e Hawker 800XP.

ICEA
O ICEA – Instituto de Controle do Espaço Aéreo tem a missão de proporcionar ensino, pesquisa e certificação. Como unidade de ensino proporciona capacitação e treinamento para profissionais dedicados à proteção ao voo, como controladores de tráfego aéreo, meteorologistas e outros técnicos e tecnólogos do setor. No campo da pesquisa, a organização atua no desenvolvimento e especificação de sistemas e programas para suporte instrucional e operacional no âmbito do controle do espaço aéreo. Como órgão certificador, o instituto passa a verificar a conformidade de produtos e serviços aplicados aos serviços de tráfego aéreo desenvolvidos pela iniciativa privada. O ICEA está sediado em São José dos Campos (SP), dentro do campus do DCTA.

Texto: Redação do NINJA

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Espaço

Nasa prepara o Webb, o principal telescópio espacial da próxima década
O Telescópio Espacial James Webb, também chamado JWST ou Webb, será um grande telescópio infravermelho com um espelho primário de 6,5 metros. O telescópio está em fase de montagem e será lançado em um foguete Ariane 5 da Guiana Francesa em outubro de 2018. O JWST será o principal observatório da próxima década, servindo milhares de astrônomos em todo o mundo. Estudará cada fase da história do nosso Universo, desde os primeiros brilhos luminosos após o Big-Bang, até a formação de sistemas solares capazes de suportar a vida em planetas como a Terra, e a evolução do nosso Sistema Solar.


Enviado por: J.V Lupuseli

terça-feira, 11 de abril de 2017

Guiness Records

Esquadrilha da Fumaça recebe certificado de recorde com 12 aeronaves em voo invertido
A Esquadrilha da Fumaça recebeu, no dia 6 de abril de 2017, o certificado de recorde mundial dos representantes do Guinness World Records na América Latina, na Academia da Força Aérea Brasileira (AFA), em Pirassununga (SP). Os pilotos bateram um recorde voando com 12 aeronaves de dorso, durante 30 segundos. O recorde já tinha sido homologado em outubro de 2006 durante uma apresentação na AFA. Após 10 anos, o recorde continua sendo da Esquadrilha da Fumaça, que já havia conquistado o feito em 1996 com 10 aviões e depois em 2002, com 11. A entrega do certificado do recorde mundial aos pilotos da esquadrilha foi feita pelo diretor do Guinness na América Latina, Carlos Martinez. A solenidade aconteceu no salão histórico do hangar do EDA.

Desafio
Dois dos 12 pilotos que participaram da acrobacia foram homenageados durante a entrega do certificado. Eles falaram sobre desafio de realizar voo invertido com vários aviões simultaneamente. "As dificuldades são de que se houver falha todos têm que saber o que fazer rapidamente", contou o piloto capitão Ricardo Beltrão Crespo. "O desafio nos motiva, estávamos bastante preparados para realizar aquele voo" disse o capitão e instrutor de voo Afonso Henrique Junqueira de Andrade. No teto do hangar foram colocados dois aviões de cabeça para baixo para lembrar aos visitantes que o voo invertido é a especialidade da Esquadrilha da Fumaça. Os três recordes foram batidos com o modelo T- 27 Tucano, um avião de treinamento que a esquadrilha deixou de usar há quatro anos. Atualmente a equipe utiliza o modelo A-29 Super Tucano.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

KC-390

Cargueiro brasileiro testará reabastecimento em voo de helicóptero
Como parte da campanha de testes dos protótipos do avião cargueiro KC-390, a Embraer deve realizar o reabastecimento em voo de helicópteros, uma das missões previstas para quando a frota entrar em operação. A informação foi destacada durante coletiva de imprensa realizada pela fabricante na feira de defesa LAAD 2017, no Rio de Janeiro. O helicóptero Caracal H36 da FAB é o único da América latina em condições de reabastecimento em voo. Segundo a Embraer, o cronograma de desenvolvimento está dentro do planejado. Os dois protótipos estão cumprindo cerca de dois voos diários, o que contabilizou até o momento mais de 900 horas. Para o próximo ano, estão previstas as certificações da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e a de capacidade operacional.

Saiba mais: Blog do NINJA de 05/04/2017 e 07/05/2015

domingo, 9 de abril de 2017

Especial de Domingo

Nos domingos de abril de 2017, nossas publicações brindam aos 90 anos da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Confira mais uma interessante seleção sobre o tema.
Boa leitura.
Bom domingo!

Chiko Bronze/Comércio do Jahu

Jahú, relembrando a sofrida história…
Fato pioneiro em nossa história da aviação, pouco registrado nos livros, Comandante João Ribeiro de Barros é lembrado por exemplo por quem circula na rodovia que liga Jaú a Bauru, no interior do Estado de São Paulo ou em outros lugares que possuem o seu nome.
João Ribeiro de Barros
Ele foi o aviador, um dos pioneiros da aviação no Brasil, com uma traje­tória curta pela política que a própria família pouco conhece. Rico e jovem, aos 27 anos nascido em Jaú (SP) tornou-se celebridade na década de 1920 como o primeiro piloto das Américas a comandar uma travessia aérea do Oceano Atlântico sem escalas e sem ajuda de navios. Com ele, não tinha tempo feio, literalmen­te. Para realizar o sonho de sobrevoar o oceano Atlântico, João Ribeiro de Barros aturou gozações da imprensa internacional, en­frentou sabotagens, tempestades, contornou um motim da tripulação e mandou até um Presidente da República calar a boca. Sua obstinação era a marca registrada desse grande aviador de Jaú, que nasceu a 4 de abril de 1900 e ainda menino, ouviu maravilhado os feitos de Santos Dumont na Europa. Decidido a ser piloto, abandonou o curso de Direito em 1919 e mudou-se para os Estados Unidos, onde foi estudar mecânica ae­ronáutica. Voltou para casa em 1921 e, dois anos depois e em abril de 1923, finalmente ti­rou seu brevê, dando início então a uma série de reides aéreos pelo país até que, em 1926 idealizou aquela que seria sua maior aventura. A travessia do Atlântico fora realizada quatro anos antes pelos portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Eles saíram de Lisboa em 30 de março de 1922 a bordo do Lusitânia, um hidroa­vião bimotor Fairey FIII-D e chegaram ao Rio em 17 de junho. Porém um detalhe é que a dupla portuguesa utilizou três aviões nesse per­curso, o que reduziu o brilho de seu feito. Nin­guém havia ainda saído da Europa e chegado à América com uma única aeronave e João Ribeiro de Barros queria ter esse pioneirismo.
Sem apoio financeiro do governo brasileiro ou de empresas, o coman­dante vendeu sua parte da herança paterna para comprar a aeronave com que faria a viagem: era um hidroavião italiano Savoia-Marchetti modelo S-55, de madeira, com mais de quatro toneladas, em precário estado de conservação. Era impulsionado por dois motores Isotta-Fraschini que como mencionado era máquina bem usada, pois o fabricante não tinha modelos novos para ofere­cer. De quebra, dois problemas sérios: bebia muita gasolina e não conseguia decolar com os tanques cheios. Seu dono anterior, o Conde Casagrande, fora obrigado inclusive, a abortar uma travessia da Itália até a Argentina por conta dessas deficiências. Pior para o piloto brasileiro, que começou a ser ironizado pela imprensa estrangeira, primeiro pelo estado da aeronave, segundo que a galeria de heróis era para europeus e o Brasil era pouco famoso na produção de celebridades desta natureza. Num teste pilotado por Barros, o hidroavião quase afundou ao pousar no lago de Sesto Calende, na Itália, já que a parte inferior estava podre. “Mordido” de raiva, João deci­diu se virar com o que tinha. Des­montou o Alcyone (o apelido do hidroavião), conseguiu reduzir o atrito dos flutuadores com a água e reduziu o número de tambores de combustível na parte dianteira, reforçando a tra­seira. Com isso, melhorou a dis­tribuição de peso da aeronave. Feita a modificação, remontou o hidroplano, rebatizado de Jahú, em homenagem à sua cidade na­tal, encheu os tanques e decolou de Sesto Calende em 16 de outubro de 1926 rumo ao porto de Gênova. A façanha tecnoló­gica deixou surpresos até os en­genheiros da Casa Savoia. Iniciada oficialmente a travessia a partir de Gênova, tinha além do piloto, o copiloto Arthur Cunha, o navegador Newton Braga e o mecânico Vasco Cinquini. Um dia antes da partida, o jor­nal O Estado de S. Paulo registrava a euforia dos brasileiros, referindo-se ao comandante como “arrojado” e também publicou os “ardentes votos” da Câmara Italiana de Comércio ao “valoroso aviador” e desejou que o “heroico empreendimento” obti­vesse êxito. Mal sabiam que, poucas horas após deixar Gênova, início da jornada (veja o mapa), o piloto e sua equipe enfrentariam o primeiro de vários testes de nervos. Na véspera da partida, daquele 12 de outubro, um sabotador colocou areia dentro da câma­ra de combustão e um pedaço de bronze no cárter dos motores, além de sabão no tanque de combustí­vel. Na manhã seguinte, obviamen­te ignorando a manobra suja, João e sua equipe, entraram no hi­droavião e decolaram do porto de Gênova sob aplausos da grande multidão.
Na altura do Golfo de Valência, na Espanha, depois de cinco horas de voo sobre o Mediterrâ­neo, surgiram os primeiros pro­blemas causados pela sabotagem pois os motores começa­ram a falhar devido a um problema na alimentação automática de ga­solina, o que obrigou a tripulação ao extenuante uso das bombas ma­nuais. Mas os danos no motor provocados pela sabotagem e em um dos botes forçaram o grupo a pousar em Alicante, no Mediterrâneo espanhol. As autori­dades espanholas não gostaram da inesperada visita e, alegando des­conhecer os propósitos do pouso e sem um aviso prévio promoveram a prisão de todos os tripulantes, que só ganharam a liberdade depois com a ajuda da Embaixada do Brasil em Madri. Ainda na cadeia, João foi colocado numa cela junto com dois detentos espa­nhóis que sabiam do voo. Um vi­rou para o outro e brincou: “Está vendo? É na cadeia que se conhe­cem os grandes homens”. Os problemas, contudo, continuaram, pois duas horas depois de ter ganhado novamente os ares, o Jahú voltou a piorar e fez um pouso de emergência na pos­sessão inglesa de Gibraltar, onde foi constatada a sabotagem. João avi­sou o cônsul brasileiro e provi­denciou a limpeza dos reservató­rios de combustível e o reabaste­cimento dos mesmos. Neste momento o mesmo consulado brasileiro emitiu um laudo técnico e oficial confirmando as suspeitas da tripulação de que o Jahú teria de fato sofrido uma sabotagem. Após a nova decolagem, os motores continua­ram a ratear e o avião teve que pousar na ilha Las Palmas, no arquipélago das Canárias, onde desta vez foi descoberto o pedaço de metal que o sabotador colocara no cárter. Apesar de mais esse contratempo, o avião es­tabeleceu um novo recorde, per­correndo 1.300 quilômetros em 7 horas e 15 minutos, 40 minutos a menos do que o tempo estabeleci­do por Sacadura Cabral e Gago Coutinho na mesma distância. O reparo foi feito em Las Palmas de Gran Canária, Espanha e permitiu ao hidroavião seguir para Por­to Praia, na República de Cabo Verde, onde teria início, de fato, a traves­sia do Atlântico sem escalas. Mas não foi fácil chegar lá, e não apenas pelas condições da aeronave, mas também pela rebeldia do copiloto, o tenente Artur Cunha. Ele trombou de frente com João e aca­bou abandonando a tripulação no meio da travessia. Como se isso não bastasse, Newton Braga teve de voltar à Itá­lia para conseguir peças de reposição do avião. Para completar, João que também tinha contraído malária na Ilha africana, re­cebeu um telegrama do Presidente da República, Artur Bernardes, pedin­do que abandonasse sua aventura. Irritado, o pi­loto recomendou ao chefe do Executivo que “cuidasse das obriga­ções de seu cargo e não se metesse em assuntos de que nada entendia e onde não fora chamado”. João teve que comandar uma reforma com­pleta no motor do hidroavião. A equipe foi obrigada a reparar até o bote salva-vidas porque, quando o avião pousou, avariou o casco, conta o sobrinho Rubens Ribeiro de Barros, que con­viveu por 13 anos com o tio aviador e dele ouviu muitas histórias. “Com­prar equipamento na Europa era algo demorado e essas peças eram da Itá­lia. O processo de compra e conserto demorou meses”, explica Rubens. Diante de tantas difi­culdades, João desanimou. Chegou a anunciar que desmontaria o Jahú e daria por encerrada sua missão. Contudo um telegrama da mãe mexeu com seus brios: “Não desmonte apare­lho. Providenciaremos continua­ção reide custe o que custar. Para­lisação seria fracasso e as asas do avião representam bandeira brasileira. Dize se queres piloto auxiliar”. O piloto respondeu que sim e a fa­mília convidou o primeiro-tenente João Negrão, da então Força Pública de São Paulo. Ele aceitou a mis­são e, em 21 de março de 1927, embarcou rumo a Porto Praia, no arquipélago de Cabo Verde. Com o apelo da mãe em resposta, o filho es­creveu: “A viagem de qualquer ma­neira será feita”.
Com a tripulação completa, o Jahú reiniciou sua travessia na madrugada de 28 de abril de 1927. Voando a 250 metros acima do Atlântico, com uma velocidade média de 190 quilômetros horári­os — recorde absoluto durante os 10 anos seguintes, o hidroavião aproximou-se do arquipélago de Fernando de Noronha, após 12 horas de voo. Uma das hélices se partiu, mas o Jahú, mesmo avaria­do, pousou em águas brasileiras às 16 horas daquele dia. De maio a agosto, o Jahú ainda fez es­calas em Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos, antes do pouso final em Santo Amaro (Represa Guarapiranga, na cidade de São Paulo), em 1° de agosto. A recepção aos heróis foi descrita por José Ribeiro de Barros, irmão do aviador, no livro História heróica da aviação. Segundo ele, a população es­tava “convulsionada de espírito cívi­co” pelo “instante que passaria à his­tória do século”. No livro João Ribeiro de Barros, o historiador José Raphael Toscano narra detalhes: “o povo brasileiro soube premiar seu herói, oferecendo-lhe mais de cem meda­lhas de ouro e platina, adornadas de pedras preciosas, dezenas de cartões de ouro e troféus, tudo em comemo­ração ao patriótico empreendimento que se tornou justo motivo de expan­são do orgulho nacional”. Na capa do Estado de S. Paulo de 7 de agosto de 1927, o registro de um dia de celebridades vivido pelos tri­pulantes na véspera: foram recebidos na Força Pública e homenageados com apresentações de esquadrilha aérea e das equipes de equitação e ginástica, “sempre ovacionados pela grande multidão que estacionava na avenida Tiradentes”. Mais tarde, compareceram a uma sessão solene na Câmara Italiana de Comércio, onde o cônsul da Itália e o presidente da entidade os esperavam.
O hidroavião cumprindo sua jornada na represa de Guarapiranga em Santo Amaro, SP
Ao sobrinho Rubens, Barros contava os detalhes e dificuldades da viagem intercontinental. Um de­les é que a travessia havia sido feita apenas com ajuda de bússola, para determinar direções horizontais; altímetro, para medir a altitude; e bomba de fumaça, para calcular a velocidade: “eles a lançavam e mar­cavam em quanto tempo atingia a água”, explicava o sobrinho”.


UM POUSO BREVE
No dia 3 de janeiro de 1927, quando a travessia oceânica era apenas um plano, o aviador já era tema de lei aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo (CMSP), que o imortalizou como nome de uma via (ainda hoje denominada Ribeiro de Barros, na zona oeste da capital). “Esse moço que, no ‘raid’ admirável que vem fazendo, tem patenteado, aos olhos do mundo, o quanto podem a bravura, o civismo, a abnegação e, sobretudo, a persistência de nossa gente”, disse em Plenário o vereador Diógenes de Lima, proponente do projeto de lei sobre a denominação da via. Se­gundo o parlamentar, a proposta era legitimada por um abaixo-assinado de proprietários e moradores da rua que receberia o nome do piloto. Nove anos mais tarde, o coman­dante foi o único eleito pela Ação Integralista Brasileira (AIB) para a Câmara Municipal de SP, com 1.426 votos. “Os che­fes integralistas recomendaram aos seus eleitores que descarreguem seus sufrágios no candidato João Ribeiro de Barros”, escreveu a Fo­lha da Manhã (hoje Folha de São Paulo) de 5 de julho de 1936. Como candidato, o slogan de campanha do piloto foi “Contra o aumento dos impostos”, usado também pelos demais concorren­tes integralistas naquele ano. As­sumiu no dia 9 de julho, vestido com o uniforme verde do partido, e, antes de fazer o juramento de­vido, de respeito às leis e às Cons­tituições Federal e Estadual, bra­dou “em nome de Deus, anauê!”. A saudação, de origem tupi, foi adotada primeiro pelos escoteiros e depois pelos integralistas. Porém sem documentar os motivos, Barros renunciou em 25 de julho de 1936. Se continuasse na Câmara, seu mandato terminaria em 19 de novembro do ano seguinte, com o fe­chamento do Legislativo pelo Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas. A Ação Integralista Brasileira era composta, principalmente, por estreantes na política, como o avia­dor, e por membros da classe média, “intencionada a romper com os gru­pos chefiados por coronéis, latifun­diários, cafeicultores ou que agiam a mando dessas pessoas”, como explica o historiador Renato Alencar Dotta, que pesquisa o integralismo brasileiro como doutorando na Uni­versidade de São Paulo (USP).
Mas o Jahú utilizado no maior feito da aviação brasileira depois de San­tos Dumont quase apodreceu por completo no antigo Museu de Aeronáutica da Fundação Santos Dumont no parque do Ibirapuera (onde hoje está a Oca). O bimotor Jahú, que fez a glória do aviador João Ribeiro de Barros, falecido em 19 de junho de 1947, foi abandonado, junto com inúme­ras outras aeronaves históricas, que ficou fechado durante cerca de 10 anos. Foi um descaso tão grande que a família Ribeiro de Barros lutou muito na Justiça para anular a doação do avião e de outros objetos do piloto àquela instituição. Admirado por astronautas ame­ricanos e cosmonautas soviéticos, o Jahú esteve exposto, de 1927 a 1962, no Museu do Ipiranga. De lá, foi para o Ibirapuera, onde teve início seu martírio que durou 40 anos. Os conselhei­ros da Fundação Santos Dumont, em sua maioria ex-pilotos e pesso­as ligadas à aviação, foram mor­rendo e cedendo lugar a burocra­tas. Foram eles inclusive os responsáveis por uma reforma de­sastrosa do avião, que teve seu re­vestimento original, em lona, subs­tituído parcialmente por uma ca­mada de espuma coberta por nái­lon. Na ocasião a família Ribeiro de Barros fez a reclamação do absurdo e conseguiu sustar o péssimo reparo na Justiça e teve em represália, a proibição de entrar no museu pelo então presidente da Funda­ção Santos Dumont, Jorge Yunes. O sobrinho do aviador pioneiro ainda relataria que mendigos usaram documen­tos lá guardados como papel higiê­nico, além de vários objetos do acervo terem sido roubados, incluindo duas bombas e um paraquedas do caça Gloster Meteor. O último item, por sinal, foi usado em um salto no Campo de Marte e não abriu, cau­sando a morte do paraquedista. A saga da família Ribeiro imaginava alguns destinos para a aeronave como por exemplo entregá-la à Prefeitura de Jaú, que construiria um memorial em homenagem ao ilustre filho da terra, exibi-la permanente­mente no Aeroporto Internacio­nal de Cumbica, pois até então existia planos de batizá-lo com o nome do avi­ador, etc.. Com a desativação do Museu de Aeronáutica no Ibirapuera em 2000, o Jahú foi transferido para o hangar da Polícia Militar do Estado de São Paulo, no Aeroporto Campo de Marte, onde se constatou que seu estado de deterioração era tão grave que clamava por uma restauração completa. Esta foi levada avante graças a um convênio assinado entre a Fundação Santos Dumont, a Helipark, o Comando da Aeronáutica e a Aeronáutica Militar Italiana. Os trabalhos de restauração tiveram início em Abril de 2004 e envolveram uma equipe de doze profissionais. Os dois motores foram recuperados no Parque de Material Aeronáutico de São Paulo (PAMA-SP). O trabalho com a estrutura concentrou-se nas oficinas da Helipark, visando reconstituir a configuração exata da aeronave até os detalhes, desde o tipo de madeira e de pregos (de cobre e de latão), até ao tom de vermelho da pintura original. Terminado todo o processo de restauração a aeronave foi entregue, no dia 26 de Outubro de 2007, no Helicentro Helipark, em Carapicuíba. O avião foi então requerido pela cidade de Jaú, para exposição em museu aberto, mesmo após ganhar o direito frente ao museu proprietário. Mas a Fundação Santos Dumont cedeu o Jahú por comodato ao Museu TAM na cidade de São Carlos (SP), onde atualmente encontra-se exposto, ficando para a cidade natal do piloto apenas uma réplica. Em fevereiro de 2016, o Museu TAM Asas de um Sonho, que abriga o Jahú e outras aeronaves históricas, suspendeu as atividades e a aero­nave ficará inacessível ao público por tempo indeterminado, até que sejam concluídas as negociações entre os envolvidos para a instalação de um novo museu no Campo de Marte na Capital. Segun­do o professor da USP Fernando Catalano, doutor em engenharia aeronáutica, os motores do avião são os dois últimos remanescentes no mundo.

Por sua vez, o aviador após os momentos do feito histórico, permaneceu recluso em Jaú até o fim da vida e passava bastante tem­po ao lado da família, narrando às crianças as histórias sobre suas aventuras. “Ele se reunia comigo e meus amiguinhos na escada, pa­gava sorvete ou pastel e ficávamos ouvindo extasiados enquanto ele falava sobre a travessia”, lembra o sobrinho Rubens. Em 1947, com 47 anos, o co­mandante morreu na mesma fazen­da em que nasceu. Não se casou e nem teve filhos. “Ele tinha amigos, era simples, próximo da família e se dava com todos”, conta Rubens. “Após a prisão, ele ficou muito tris­te, se isolou no campo”, recorda. Segundo os médicos disseram à fa­mília, as possíveis causas da morte foram um rompimento no baço ou as consequências da malária que contraiu na Africa. Uma música feita para home­nagear Barros e sua equipe, quan­do voltaram da travessia, previa que o Brasil os recolheria “ao seio da história”. Mas a realidade é que, exceto homenagens isoladas, como um mausoléu construído em frente à igreja matriz de Jaú, o comandante e seu feito não têm o devido reconhecimento dos bra­sileiros. Uma das poucas iniciativas de perpetuar a conquista brasileira na memória popular é a lei estadual 9.933/1998, que transformou o 28 de abril no dia de “comemoração e divulgação da travessia do Oceano Atlântico sem escalas”.

Bibliografia:
Barros, José Ribeiro de – História heroica da aviação: reide “Gênova–Santo Amaro”, Museu da Aeronáutica de São Paulo Fundação Santos Dumont SP – 1927/1929

Machado, Gisele e Uliam, Leandro – O voo do João de Barros, Revista APARTES – #19 Câmara Municipal de SP – Abril 2016

Ferraresi, Rogério – O longo voo do Jahú, JÁ Diário Popular #69 – São Paulo Março 1998

Acervo do Museu de Jaú, Acervo de Júlio Cesar Poli, acervo público

UNESP de Araraquara, globo.tv, USP de Piracicaba e Primo Carbonari

Fonte: LAAMARALL

sábado, 8 de abril de 2017

Tecnologia

Brasil testará, até 2020, dispositivo hipersônico 14-X
Está previsto para iniciar em 2020 o teste em voo com o demonstrador tecnológico 14-X, protótipo usado pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAV), em São José dos Campos (SP), para desenvolver estudos de um motor que possa atingir velocidades de 12 mil km por hora ou 3 km por segundo. Uma velocidade dez vezes mais rápida que o som. “Queremos hoje sair do nível laboratorial e dar o grande salto que é para o nível de qualificação em voo dessas tecnologias”, afirma Israel Rêgo, gerente do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV – Instituto de Estudos Avançados, instalado no campus do DCTA – Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos (SP). No local está instalado o maior túnel de vento (T3) da América Latina, onde são realizados os testes. Os registros são feitos com uma câmera de alta velocidade. Batizado de 14-X, o dispositivo tem nome inspirado na mais famosa máquina voadora brasileira, o 14-bis. Em comum com o avião de Santos Dumont, o 14-X tem o poder de garantir para o País um lugar no pódio da tecnologia aeroespacial. Não tripulado, o modelo é hipersônico, capaz de atingir dez vezes a velocidade do som.

Efeito Waverider
A tecnologia de propulsão hipersônica aspirada utiliza o ar atmosférico para a combustão. Além do Brasil, está em desenvolvimento em países como Estados Unidos e Austrália. O objetivo é projetar, construir e ensaiar em solo e em voo duas tecnologias: a de uma aeronave em que e é estudado o efeito waverider ou de sustentação hipersônica que permite voar na atmosfera ; e a de um motor hipersônico, denominado scramjet, capaz de fazer voar a aeronave. De acordo com o pesquisador, o projeto é estratégico para a FAB, pois pode revolucionar a propulsão de veículos espaciais. “O projeto Prohiper irá, dentro de 10 anos, oferecer à Força Aérea Brasileira um produto de defesa que permita realizar voos rumo ao espaço de maneira mais barata e levando mais carga útil”, analisa o pesquisador. “O grande desafio com relação ao motor é conseguir demonstrar a operacionalidade da combustão hipersônica que é a fonte de energia para realização do voo”, complementa.

Combustão hipersônica
Um dos pesquisadores do projeto, o engenheiro aeroespacial Tenente Norton Assis, explica que o motor-foguete convencional tem de levar no seu interior tanto o combustível (álcool, hidrogênio ou querosene) quanto o oxidante (geralmente o oxigênio). Já o princípio de ação da combustão hipersônica utiliza o próprio ar como oxidante para a queima do combustível. A principal vantagem é que um motor aspirado precisa levar no interior apenas o combustível. Estima-se que a nova tecnologia possa permitir cargas úteis com até 15% do peso da decolagem de veículos espaciais. Atualmente, são utilizados motores-foguete de múltiplos estágios não reutilizáveis, baseados em combustão química em que são necessários carregamentos de combustível e oxidante. Com essa configuração, o peso da carga útil, ou satélite, por exemplo, fica limitado a cerca de 5% do peso total do veículo lançador. “O oxidante pode ser retirado do ar atmosférico, como um carro”, compara o engenheiro. “Isso reduz o peso total do veículo que será lançado e faz com que a carga útil possa ser mais pesada. Uma vez que ele não leva o oxidante no interior, o veículo torna-se mais seguro e essa redução de peso agrega mais eficiência”, ressalta.

Fonte: Agência Força Aérea

Saiba mais: Blog do NINJA de 09/10/2010 e 11/05/2013 

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Gripen NG

Futuro caça supersônico da FAB será denominado F-39
Antecipação. Essa é a palavra que resume a atuação da Força Aérea Brasileira (FAB) em relação a chegada da nova aeronave de combate, o Gripen NG, prevista para 2019. No âmbito da FAB, o futuro caça supersônico receberá a denominação F-39. “Em termos de conteúdo e ideias doutrinárias, nossas atribuições são voltadas para que, quando o avião chegar, não iniciemos do zero. Isso vai permitir que possamos operar em um nível que apresente efetividade de resultados logo no início”, avalia o Tenente-Coronel Renato Leal Leite, líder da equipe de seis pilotos de caça dedicada à gerência operacional do projeto. O grupo trabalha no Comando de Preparo (Comprep), em Brasília (DF). “O Gripen não é apenas um avião, é um sistema. E o nível de complexidade dele é grande. O trabalho do grupo ajudará a operação ocorrer em sua plenitude, mais rápido”, ressalta.

F-39 Gripen
O F-39 é um avião com capacidade multimissão: defesa aérea, ataque e reconhecimento. O primeiro voo do protótipo na Suécia está programado, de acordo com a fabricante, para o segundo semestre de 2017. A Ala 2, em Anápolis (GO), será a primeira organização a receber o F-39. As capacidades do F-39 trazem desafios de operação que não se restringem aos pilotos brasileiros. Segundo o Tenente-Coronel Leite, o novo caça possui recursos operacionais que podem ser considerados “sistemas revolucionários” para a aviação de combate no mundo, a exemplo do sensor infravermelho de busca e rastreamento (IRST - Infrared Search and Tracking) que permite identificar alvos e é apresentado de maneira integrada ao piloto. “Será necessário desenvolver doutrina para esses sistemas que são inovadores”, explica o oficial.

Transferência de tecnologia
Em relação ao processo de transferência de tecnologia, em novembro de 2016, foi inaugurado o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN), em Gavião Peixoto (SP). O espaço é considerado o principal marco no processo de transferência de tecnologia entre Brasil e Suécia. Quando estiver em pleno funcionamento, cerca de 300 engenheiros e técnicos estarão trabalhando no desenvolvimento da aeronave. Das 36 unidades adquiridas pelo Brasil, 23 serão produzidas pela Embraer, sendo 15 totalmente fabricadas aqui. O centro brasileiro está conectado à Saab na Suécia e aos parceiros industriais no Brasil.

Texto: Adaptado do original de Ten. Jussara Peccini em Defesanet

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Embraer

Jatos E2 terão itens de entretenimento, televisão e telefonia móvel
A Embraer escolheu a Panasonic Avionics para fornecer itens de entretenimento e conectividade a bordo (inflight entertainment, ou IFE, na sigla em inglês) para os E-Jets E2, segunda geração da família de E-Jets de aviões comerciais. A Panasonic ofereceu uma solução de classe mundial para o IFE sem fio e sistemas de conectividade global de banda larga a bordo dos E-Jets E2. Os clientes da Embraer agora se beneficiarão das ferramentas de gestão e serviços de referência oferecidos pela Panasonic, que permitem oferecer aos passageiros uma melhor experiência de entretenimento e maior conectividade de banda larga. A tecnologia também oferece uma robusta plataforma de negócios para as companhias aéreas. O sistema será instalado nos jatos E2 que estão em campanha de certificação. Os serviços incluem conectividade de banda larga, televisão ao vivo e serviços de telefonia móvel.

Fonte: Embraer

quarta-feira, 5 de abril de 2017

KC-390

FAB receberá os primeiros KC-390 em 2018
A Força Aérea Brasileira (FAB) deve receber em 2018 as duas primeiras unidades da aeronave KC-390. Considerado projeto estratégico da FAB, o maior avião militar produzido no Brasil, promete ser o principal vetor da aviação de transporte militar no país. Com capacidade multimissão, o cargueiro e reabastecedor tem programado para 2017 uma sequência de campanhas de ensaio. A próxima fase é a certificação. Estão sendo realizados voos para aferir a qualidade dos lançamentos de carga, do reabastecimento em voo, do pouso em pistas com efeito de ventos cruzados, dentre outros ensaios, como emissão de campos magnéticos intensos para verificar a robustez da aeronave quanto a esses efeitos.

Protótipos
De acordo com a fabricante Embraer, os dois protótipos contabilizaram, até março de 2017, mais de 900 horas de voo. As duas aeronaves devem chegar a duas mil horas em campanhas de testes. O cronograma deste ano prevê testes em pistas sob efeito de ventos cruzados - previstos para serem realizados no sul do Chile -, operações em condições de gelo – previstas para serem realizadas nos Estados Unidos -, gelo artificial e certificação dos sistemas de combustível, aviônicos e de pressurização. No segundo semestre de 2017 devem ser realizados os testes avançados de reabastecimento em voo.

Fonte: Agência Força Aérea

terça-feira, 4 de abril de 2017

Espaço

INPE cria novo combustível para foguetes e satélites
Um combustível limpo e mais barato para foguetes e motores de satélites foi desenvolvido no Laboratório Associado de Combustão e Propulsão (LCP) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). À base de etanol e etanolamina, o novo combustível é combinado ao peróxido de hidrogênio concentrado e começa a queimar espontaneamente, sem a necessidade de uma fonte de ignição externa. Localizado na unidade do INPE em Cachoeira Paulista (SP), o LCP é o único laboratório no Brasil que concentra peróxido de hidrogênio (popularmente conhecido como água oxigenada) para uso aeroespacial. "A eficiência é próxima a dos propelentes tradicionalmente utilizados em propulsão, a hidrazina e o tetróxido de nitrogênio. Porém, os nossos propelentes não são nocivos a saúde, ao contrário da hidrazina que é cancerígena e do tetróxido que é fatal a uma exposição de 10 minutos a uma concentração de 200 ppm no ar", explica Ricardo Vieira, chefe do LCP/INPE. O novo combustível pode ser usado em motores de apogeu, ou seja, de transferência de órbita de satélites ou, ainda, em últimos estágios de veículos lançadores "O mais interessante é comparar o custo destes propelentes. A importação de hidrazina e de tetróxido de nitrogênio custa, respectivamente, R$ 712,00/kg e R$ 1.340,00/kg. Já o peróxido de hidrogênio 90% é preparado no LCP a um custo aproximado de R$ 15,00/kg e o combustível à base de etanol/etanolamina de R$35,00/kg", completa Vieira.

Fonte: INPE

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Aviação do Exército

EB avalia bimotor canadense
Com vistas numa eventual licitação para compra de aeronaves de asa fixa para a Aviação do Exército Brasileiro, nos dias 22 e 23 de março de 2017, o Comando de Fronteira Rio Negro e o 5º Batalhão de Infantaria de Selva participaram da avaliação operacional da aeronave de fabricação canadense Twin Otter. O objetivo foi verificar o seu desempenho no suprimento aéreo aos Pelotões Especiais de Fronteira, levando em consideração as particularidades da Amazônia. Foram transportados pessoal e material para o 1º PEF, localizado em Yauaretê, e ao 5º PEF, de Maturacá, no Estado do Amazonas.

Twin Otter
A aeronave foi concebida com um trem de pouso apto para aterrissar em vários tipos de solo e com a capacidade para operar em pistas restritas, por sua capacidade de decolar e pousar em curtas distâncias. O Viking Twin Otter consegue voar com cerca de duas toneladas, quantidade necessária para suprir o pelotão mais afastado, na região fronteiriça conhecida como Cabeça do Cachorro, partindo de São Gabriel da Cachoeira. A avaliação técnica da aeronave foi realizada pela equipe da Aviação do Exército, integrada por engenheiros aeronáuticos e oficiais com o Curso de Ensaio em Voo, e de militares do Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia.

Fonte: Agência Verde-oliva

Saiba mais: Blog do NINJA de 25/10/2016  

domingo, 2 de abril de 2017

Especial de Domingo

Nos domingos de abril de 2017, nossas publicações brindam aos 90 anos da travessia do Oceano Atlântico pelo hidroavião Jahú, completada em 28 de abril de 1927.
Foi um feito extraordinário realizado por equipe genuinamente brasileira.
Confira hoje dois artigos de João Guilherme D'Arcádia, do jornal Comércio do Jahu.
Boa leitura.
Bom domingo!

Chiko Bronze/Comércio do Jahu

Hidroavião Jahú vive meses de "reclusão"
Texto: João Guilherme D'Arcádia
Fonte: Comércio do Jahu - 26/2/17
Hidroavião Jahú está no Museu da TAM, há dez anos, mas o local está fechado à visitação 
Museu da TAM em São Carlos completa um ano fechado; Jaú tem poucas condições de receber aeronave

Símbolo da travessia do Atlântico empreendida em 1927, o hidroavião Jahú não é visitado por ninguém há pouco mais de um ano. Em fevereiro do ano passado, o Museu da TAM em São Carlos encerrou suas atividades, privando do acesso ao público quase 100 aeronaves. Entre elas, a que transportou o aviador jauense João Ribeiro de Barros e seus três colegas de Cabo Verde ao Brasil, há 90 anos. Desde janeiro e até abril, o Comércio do Jahu publica reportagens especiais sobre o feito. O Savoia-Marchetti S.55 está em São Carlos há uma década. Antes, passou anos no Museu da Aeronáutica no Ibirapuera, em São Paulo, onde se deteriorou. Seus “restos” foram encaminhados para o Campo de Marte e depois para Carapicuíba, onde um empresário encampou sua total restauração. Só então foi cedido em comodato pela Fundação Santos Dumont, que detinha sua propriedade, ao museu da companhia aérea – reconhecido como espaço onde o Jahú ficou mais bem conservado desde então. Com o fechamento do acervo por motivos financeiros, no entanto, o hidroavião vive meses de reclusão. Apesar disso, há certo consenso de que Jaú não tem a menor condição estrutural de receber uma relíquia deste porte. O diretor do Museu Municipal José Raphael Toscano, Fábio Grossi dos Santos, afirma que a aeronave precisaria ficar em ambiente adaptado, climatizado e seguro – que, por ora, não existe. “Como entusiasta, acredito que o melhor seria que ele estivesse aqui. Mas, hoje, seria a ruína deste avião”, sinaliza. No museu, além do diversificado acervo de itens pessoais de João Ribeiro, está exposta a hélice reserva original do hidroavião, que também demanda manutenção periódica. “Espero que, no futuro, Jaú consiga abrigar esse avião.”

Projeto
O arquiteto do Departamento de Patrimônio Histórico da Secretaria de Cultura e Turismo, Ricardo Luís Dal´Bó, chegou a elaborar um anteprojeto de um museu temático no antigo armazém de café na Rua Humaitá. O espaço comportaria o Jahú e outros símbolos da aviação nacional, com integração para a Praça Tancredo Neves. “Seria no mínimo honroso que o avião voltasse para cá algum dia”, menciona. O Museu da TAM foi acionado pela reportagem na última segunda-feira (20/2/17), mas a assessoria de imprensa não retornou até o fechamento desta edição.

"Jaú transformou a travessia em um feito do João Ribeiro"
Texto: João Guilherme D'Arcádia
Fonte: Comércio do Jahu - 2/4/17
Para historiador Juliano Meneghelo, versão predominante sobre a travessia é repleta de exageros Foto: Beatriz Zambonato Santos
Para historiador jauense, história oficial do voo do Jahú apagou o mérito dos demais membros da tripulação

Empreendida por quatro tripulantes há quase 90 anos, a travessia do Atlântico a bordo do hidroavião Jahú se tornou um feito personificado do piloto jauense João Ribeiro de Barros – como se os demais membros da tripulação tivessem papel secundário. Para o historiador Juliano Meneghelo, esta perspectiva se deve à dependência excessiva da narrativa oficial que se tem sobre a viagem. Desde janeiro e até o último fim de semana de abril, o Comércio do Jahu celebra os 90 anos da travessia com reportagens especiais. Meneghelo começou a estudar a travessia há dois anos, quando foi convidado para conceder uma entrevista. Após ler mais de mil relatos da época, o pesquisador chegou à conclusão de que a versão predominante que se tem sobre a viagem de Cabo Verde ao Brasil é repleta de exageros, omissões e até inconsistências históricas. Parte desta leitura se deve aos textos do deputado Hilário Freire, primeira grande referência para a construção da narrativa do Jahú. Radicado em Jaú e amigo da família, o parlamentar organizou a comitiva de recepção do voo, e proferiu inflamados discursos em que a participação do tenente João Negrão, do capitão Newton Braga e do mecânico Vasco Cinquini é secundarizada. A história oficial também tratou de apagar a figura do tenente Arthur Cunha, que participou de mais da metade da travessia, e que é tratado como traidor e desertor.

Insubordinação
Vem do livro de Newton Braga, “Azas do Jahú”, publicado no fim da década de 50, relatos consistentes da participação de cada membro da tripulação em todas as etapas do voo, inclusive de Cunha, tratado mais como um insubordinado que como um infiel. Segundo Braga, o livro estava pronto desde 1929, mas fora publicado somente nos anos 50 para não criar dissabores com os demais colegas, que já haviam morrido. No relato, a atuação dos demais componentes do voo é destacada, e muitas vezes é mais emblemática que a do próprio João Ribeiro, único piloto registrado e responsável pelo financiamento do projeto. “Houve um enfoque específico para um dos tripulantes, e o restante da tripulação acabou sendo morta historicamente”, afirma o historiador. Episódios como os quatro surtos de malária não constam em registros oficiais. A desavença com o governo brasileiro teria se dado por um incidente diplomático, provocado por uma entrevista de Cunha, e não pela insistência de João Ribeiro. Segundo Meneghelo, as diferentes versões não deslegitimam a importância do voo. No entanto, a significação na figura de um personagem não é correto do ponto de vista histórico, e conduz a opinião pública a uma série de tradições e símbolos que não condizem com o que houve de fato: um feito coletivo.

sábado, 1 de abril de 2017

Concurso para a EPCAR

EPCAR abre inscrições para jovens de 14 a 18 anos
Inscrições de 19/04 a 09/05/2017

O Concurso 2018 para a EPCAR - Escola Preparatória de Cadetes do Ar oferece 160 vagas para homens e 20 para mulheres. Os candidatos devem ter idade entre 14 e 18 anos e Ensino Fundamental concluído. O edital foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) dia 23/03. As provas serão aplicadas em diversas unidades da Aeronáutica no Brasil. Os aprovados farão o Curso Preparatório de Cadetes do Ar, em 2018, na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena, Minas Gerais. O curso, que tem duração de três anos e é equivalente ao Ensino Médio, é destinado a preparar, sob o regime de internato, jovens para o ingresso no Curso de Formação de Oficiais Aviadores da Academia da Força Aérea (AFA), em Pirassununga, São Paulo.O prazo de inscrições será aberto no dia 19 de abril, sendo encerrado em 9 de maio de 2017. As inscrições poderão ser feitas na página oficial do Comando da Aeronáutica e na página da EPCAR.

Instruções:

Saiba mais:

sexta-feira, 31 de março de 2017

Aeronaves

O Embraer 195-E2 voa pela 1ª. vez 
Dez meses após o primeiro voo do E190-E2, a Embraer realiza o voo inaugural de mais uma aeronave da segunda geração da família de E-Jets antes da previsão inicial. No dia 29 de março de 2017, decolou, pela primeira vez, o jato E195-E2, maior integrante da família e também o mais eficiente avião comercial do mundo para rotas domésticas. O voo, originalmente programado para o segundo semestre deste ano, ocorreu apenas três semanas após a cerimônia de apresentação da aeronave. “Com nível de eficiência único, o E195-E2 oferece aos nossos clientes a oportunidade de desenvolver novos mercados com maior lucratividade sem comprometer a competitividade de custo unitário. É uma máquina de geração de resultado”, disse John Slattery, Presidente & CEO da Embraer Aviação Comercial. Com custo por viagem 20% menor e custo por assento similar ao de aviões maiores, o E195-E2 é o avião ideal tanto para o crescimento de empresas regionais quanto para a complementação de frota de empresas de baixo custo e linhas principais. O avião terá uma economia de até 24% de consumo e 20% nos custos de manutenção por assento quando comparado ao E195 atual.

Uso comercial começará com a Azul 
O E195-E2 decolou às 11h22, hora local, do aeroporto de São José dos Campos (SP) e voou durante duas horas, marcando assim o início da campanha de certificação da aeronave. A tripulação, formada pelos pilotos Márcio Brizola Jordão e José Willi Pirk, além dos engenheiros de voo Celso Braga de Mendonça e Mario Ito avaliou o desempenho da aeronave, qualidade de voo e o comportamento de sistemas tais como o piloto automático, fly-by-wire e retração do trem de pouso. Com uma envergadura de 1.4 metros maior que o do E190-E2, o E195-E2 torna-se a aeronave com maior alongamento entre jatos de corredor único, aumentando assim sua eficiência de consumo de combustível . A Embraer utilizará dois aviões na campanha de certificação do E195-E2. O primeiro protótipo será utilizado nos ensaios de aerodinâmica e desempenho, enquanto o segundo avião, que também deve realizar o voo inaugural até o fim de 2017, será empregado na validação de tarefas de manutenção e de interior. A entrada em serviço comercial está planejada para 2019, com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras. O E195-E2, que conta 90 pedidos firmes de compra, possui três fileiras adicionais de assentos em comparação com o E195 atual, podendo ser configurado com 120 lugares em duas classes de serviço, ou até 146 assentos em classe única. A aeronave também tem aumento significativo de alcance com relação ao modelo atual, de mais de 800 quilômetros adicionais (450 milhas náuticas), o que possibilitará viagens de até 4.500 quilômetros (2.450 milhas náuticas) de distância.

Fonte: Embraer